
Resultado da Unesp saiu. Como eu já esperava, não passei, e fiquei em uma posição bem longe na lista de espera. Não é pessimismo, era mais realidade mesmo. Passar em Jornalismo, um curso concorrido, sem ter feito cursinho nem nada do gênero, é difícil. Fiquei absurdamente feliz de ter passado na primeira fase, sério mesmo. Mas não vou desistir, não agora. É cedo demais pra desistir de fazer Jornalismo numa pública.
E nessa semana, muitas pessoas vieram com a mesma pergunta. Por que eu escolhi Jornalismo, se Jornalista não precisa ter diploma? E me fez pensar, porque eu realmente escolhi Jornalismo.
Não foi pra ficar rica. Se fosse pra ficar rica, eu fazia Matemática, calculava a probabilidade dos números da MegaSena, e ia ser feliz na Europa. Se fosse pra ficar famosa, eu faria Direito, viraria advogada do PCC, ou do Comando Vermelho, e ficaria famosa por defender criminosos. Se eu quisesse mudar o mundo, entraria em Engenharia Física, faria uma bomba atômica, e jogaria em algum lugar muito populoso, ou colocaria num avião e trombaria ele em um prédio populoso qualquer. Se bem que nos dias de hoje, eu poderia muito bem fazer Ciência da Computação, e virar uma Hacker mega famosa, que ajudasse a destruir o SOPA (vide Anonymous).
Se eu fosse inteligente, faria Medicina. Mas aí teria que ver sangue, não ia dar certo. Podia fazer Agronomia, mas teria que colocar minhas unhas na terra. Podia tentar Zootecnia, mas mexer com animais? Também não. Podia fazer Letras. Ser professora. Vixe, não gosto de Literatura. Engenharia? Não quero números. Desenvolvimento de Sistemas? Até passei, mas programar não é pra mim. Administração? Não consigo nem administrar minha própria vida, quem dirá administrar uma empresa. Publicidade e propaganda? Não sei vender, descobri isso fazendo um ano e meio de Marketing. Relações públicas? Não dá, sou tímida. Educação Física? Sou sedentária. Radialismo? Sou fanha, rouca e falo rápido demais. Psicologia? Os pacientes ficariam com dó de mim, porque eu ia começar a desabafar no meio da consulta.
Jornalismo. É, sempre gostei de escrever. Não que eu sempre tenha feito textos legais. Ainda hoje, acho meus textos estranhos. Estranhos, pra uma futura Jornalista. São pessoais, são sentimentais, são muito "eu". Mas eu gosto de escrever, mesmo que fiquem toscos, nonsenses e pessoais. Só preciso aperfeiçoá-los, tentar ser mais impessoal, tentar não ser tanto eu. Espero que a convivência com pessoas legais, que tenham gostos, manias e opiniões diferentes, me façam ser menos eu. Pessoas que me ensinem a diferença entre "mas" e "mais", ou me façam decorá-la para nunca mais errar. Pessoas que me ensinem novos conceitos, novas experiências, novos valores. E que eu aprenda sozinha, a ser menos eu, ou a ser um eu diferente, com textos menos pessoais.
Não é simplesmente um Diploma que me fará ser Jornalista. E não é porque eu vou ficar quatro anos na Faculdade que eu vou sair escrevendo perfeitamente bem, como se espera de um Jornalista formado. Ainda assim, continuo querendo fazer Jornalismo. Não só pelo curso, mas pela troca de experiências, tanto com professores quanto com colegas de turma, e de trote. Jornalista não é diploma. Jornalista é coração.

FUI CENSURADA! Tá, não é pra tanto, mas meu pai resolveu me deixar sem internet por dois dias (enquanto ele jogava Need For Speed), e eu como forma de protesto (e também pra descansar), resolvi passar esses dias dormindo. Mas tipo, realmente dormindo, apagada. Aí quando eu acordei, percebi que o mundo tinha acabado, se reconstruído de novo e eu não acordei.
Enfim, deixando de lado os carros de corrida do meu pai, e falaremos em censura. Talvez, a pior forma de censura que eu já vi (isso levando em conta que eu não era nascida na época do AI-5). Estão tentando censurar a internet! Justo ela, onde todas as revoltas acontecem e se alastram, justo ela onde todo mundo posta o que bem quer, e onde bem quer!
É isso que um congressista norte-americano percebeu. A internet serve pra compartilhar tudo, inclusive pirataria. Séries, filmes, músicas, tudo isso é pirataria. O problema é o jeito com que eles querem bloquear tudo isso. O Stop Online Piracty Act, ou simplesmente SOPA, bloquearia qualquer site que compartilhe material que possua ou permita o acesso a conteúdo que infrinja as leis de propriedade intelectual. Vamos tentar entender?
Pensem numa frase, que todo mundo compartilha. Pensaram? Eu ajudo. “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Renato Russo. Qualquer um que poste essa frase, segundo o SOPA, estaria infringido as leis. Qualquer um que modifique essa frase (como por exemplo “É preciso kibar as pessoas como se não houvesse retweet”), também estaria infringindo as leis. E quem gravasse uma música, ou postasse uma foto com essa frase, adivinha só?
Para essas pessoas estarem dentro das leis, elas teriam que pedir autorização ao autor da música. Isso é possível? Alguém por favor chama uma pessoa pra psicografar uma autorização e a gente resolve isso.
Brincadeiras a parte, imaginem como seria a internet caso o SOPA for aprovado. Sites como Wikipedia, Google, Yahoo Respostas, Youtube, Videolog, Megaupload, Megavideo, 4shared, Rapidshare, Twitter, Facebook, Orkut, Tumblr, We♥It, e vários outros, poderiam simplesmente serem tirados do ar.
Vários sites fizeram seu protesto. Pra vocês entenderem o quão grande foi a revolta, Mark Zuckerberg (o criador do Facebook) postou no Twitter. DEPOIS DE TRÊS ANOS SEM TWITTAR. Link da notícia aqui. Coisa irônica ele twittar com o link pro Facebook, enfim. Querem apagar a internet! Sem a internet, onde todo mundo ia comentar do estupro do BBB? É gente, isso aconteceu enquanto eu estava dormindo, mas eu já soube de tudo, pela internet, claro! E o que me fez pensar um pouco mais em atitudes.
Já dizia Exupéry, tu te tornas responsável por aquilo que tu cativa. Até que alguém mudou a frase e resolveu falar diferente. Tu te tornas responsável por aquilo que tu cultiva. O que muda absurdamente o sentido da frase, mas continua fazendo sentido. Se você faz, assuma o que você faz. Compartilha pirataria? Então não reclame se alguém roubar alguma coisa sua. Reclame quando alguém simplesmente quiser te calar. É pra isso que o SOPA serve. Ou não reclame, e volte para a TV (que é censurada, mas de uma forma mais discreta).
Pra quem quiser entender melhor do assunto (clique aqui), ou então jogue no Google a palavra SOPA (toda em maiúsculas). Isso se o Google não estiver fora do ar.
Por falar em censura, voltam a me censurar. É quase duas da manhã, e eu ainda não saí do computador. Falaram para eu sair umas duas horas atrás. QUEREM ME CALAR! Ou simplesmente querem que eu durma mais cedo. Se eu não voltar, culpem meus pais, ou a SOPA. O que vier antes.
Começo de ano é sempre assim: lojas agitadas pelas trocas de presente, mas todo mundo em recesso, ainda passando mal de tanta comida das festas de fim de ano. Mas chega de recesso, vamos voltar a vida ao normal, tentando entender e comentar tudo que se passa nessa rede cósmica que é a internet.
Chegou na primeira página do youtube um vídeo um tanto curioso. Todo mundo se apaixona por vídeos de crianças fofinhas, fazendo coisas que ninguém espera que uma criança faça. Crianças judiando umas das outras, Charlie mordendo o dedo do irmão, o garoto que é atacado por um cachorro.. Tudo isso já foi primeira página do Youtube, já foi pra TV, e o pintinho piu.
Mas Riley é diferente. Riley tem 5 anos, mas fala como gente grande. E critica o marketing das empresas de brinquedos. "Por que garotas tem que gostar de princesa, e garotos de super-heróis? Garotas podem gostar de super-heróis, e garotos de princesa." E uma garota novaiorquina, de cinco anos, me fez pensar em quando eu era criança (até porque se eu falar pequena parece que foi ontem).
Eu era uma verdadeira menininha, até os seis anos de idade, ou sete. Amava aqueles kits de maquiagem, amava Barbies, e fazia o meu pai montar e desmontar a casinha toda hora. E quando eu ganhei meu avião da Barbie?! NOSSA, QUE FELICIDADE. Dormi com ele no pé da cama (e hoje os livros dormem embaixo do travesseiro). Larguei a TV só pra brincar com ele. E na época já apontava sinais de que TV não era muito meu forte. Adorava Fantasma Escritor, uma série que passava na Cultura, meio Scooby-Doo com Malhação. Eram histórias de mistério, que duravam cinco episódios (uma semana certinho). E gostava de Scooby-Doo também, sempre errava quem era o vilão. Malhação ficou legal até quando eu entrei pra escola, e vi que não era nada daquilo que passava na TV.
Com sete anos meio que larguei os brinquedos. Comecei a gostar de Harry Potter e computador. Não que eu tivesse internet, isso foi lá pelos 12 anos, ou mais. E Era discada. Mas era legal ficar jogando Pinball e Paciência. E fui pra rua, brincar de bola, tava começando a ter uma vida social, se é que pode-se dizer assim.
Mas parando pra pensar, nunca fui extremamente menininha, de gostar sempre de rosa e odiar azul. Gostava de jogar bola com o meu pai na frente de casa, e gostava ainda mais quando ele me deixava fazer gols e achar que eu era boa. Gostava do Homem-Aranha, mas nunca fui fã de nenhum outro super herói porque eles eram toscos. Gostava do Coringa, do Charada, Lex Luthor, os caras do mal. E gostava de brincar. Independente do sexo dos meus brinquedos.
Hoje as crianças ainda são vítimas desse sexismo provocado pela indústria. O celular da menina é da Hello Kitty, o do menino é do Ben10. A menina usa uma bolsa cor-de-rosa cheia de frufrus, e o menino usa uma mochila super séria. E as crianças são incentivadas a consumir. Estava eu assistindo a novela das seis, quando a menina falou que tinha ganhado um tablet, um celular, uma viagem pra Disney e sei lá eu mais o quê, enquanto a outra tinha ganhado um vestido. Alguém salva essa geração de crianças, porque tá difícil. Não é só em tecnologia. As Barbies de hoje nunca são felizes sozinhas. Sempre tem vinte amigas, o Ken, o iate, o carro, a mansão e a roupa da moda, o cabelo da moda, a profissão da moda. As meninas são incentivadas a serem consumistas.
E os meninos? Max Stell, Ben10, Liga da Justiça, os meninos sempre aprendendo que força é mais importante que cérebro, que o mais forte sempre vence e é mais bonito.. Ou nunca perceberam que não tem UM VILÃO DE DESENHO bonito? Todos eles são feios, estranhos e tem algum distúrbio psiquiátrico. Sempre assim.
Essas crianças estão crescendo consumistas e machistas. Assisti domingo o reality show da band, Mulheres Ricas. E talvez seja o retrato da menina da novela. Crescer, e querem tudo que o dinheiro pode comprar, porque afinal elas têm dinheiro. Tem dinheiro, e sofrem influência por parte de todo mundo, para gastarem esse dinheiro com coisas fúteis. Você não vê nesse reality show alguém comprando um livro. Só que aí se você gasta todo esse dinheiro, tem que trabalhar pra repor. E a sociedade ensina que trabalhar é ruim. As mulheres sempre são madames, e os homens sempre são empresários ou investidores muito ricos, que não fazem muito esforço pra conseguir dinheiro. Ô paradoxo estranho, esse.
E eu ainda tenho saudade de quando rancava a tampa do dedão e entrava em casa chorando. "MÃAAAAAAAE TÁ DOENDOOOOOOOOOOOOOOO" e cinco minutos a dor passava e estava eu, jogando bola de novo. Quase um menininho.
Pra quem quiser ver o vídeo da Riley, legendado, clicando aqui.
Tentei lembrar tudo que prometi na virada de 2010 pra 2011. Acho que prometi tanta coisa, que nem lembro mais o que eu prometi. Devo ter prometido ir melhor na escola, me esforçar mais, dormir menos, essas coisas de sempre. Fazer as coisas antecipadamente, não deixar mais pra fazer na última hora, prestar mais atenção nas coisas, fazer menos loucuras. Prometi não abandonar o blog, nem as redes sociais, dar conta de tudo ao mesmo tempo, escola, etec e internet, sem perder o pique.
Acho que de tudo que eu prometi, não cumpri nada. Dormi horrores, a maioria das minhas notas caiu, e eu continuei fazendo tudo na última hora (percebe-se por esse texto), não prestei atenção em metade das coisas que eu fiz. Abandonei o blog, larguei de lado a escola e a etec também, larguei vida social, larguei tudo. A preguiça me consumiu, em 2011.
Penso em tudo que aconteceu esse ano. Foram tantas revoltas, tanto caos, e casamento real daqui, e morte de famoso dali, é gente se mudando, é gente nascendo, gente morrendo, OLHA, somos sete bilhões! Sete bilhões, mas o mundo não evolui. Preconceitos, diferenças sociais, ainda tá tudo aí. Acho que em algum minuto do dia primeiro de janeiro de 2011, eu prometi que ia tentar fazer alguma coisa pra mudar isso. É, não fiz. Acho que não tinha muito o que fazer, pelo menos acho que não por minha parte. Não posso sair por aí fazendo milagre, cada um pensa e age da forma que achar melhor. Não posso colocar algo na cabeça de alguém. É ensinar o que é errado, e esperar que a outra pessoa aja da maneira que achar melhor.
E continuo pensando, não consigo mesmo lembrar o que eu prometi. Simplesmente ACHO que prometi tudo isso. Não consigo nem lembrar o que eu comi hoje no almoço, lembrar o que eu prometi 364 dias atrás vai ser difícil. Talvez eu tenha prometido lembrar mais de datas e fatos importantes, vai saber.
Pra 2012? Eu não prometo nada. Adianta prometer, se vai chegar o final do ano e eu não vou conseguir nem lembrar o que eu prometi?

Estava tentando lembrar o que pedi de presente pro Senhor ano passado. Fui revirar os posts do blog. Achei, um ano atrás. “E eu? Eu simplesmente quero que comece 2011 com o pé direito e que possa aproveitar o próximo ano, o último da escola, da Etec e do francês. Peço ao Papai Noel que os meus amigos continuem meus amigos, e que venham mais amigos verdadeiros e sinceros. Que toda a minha família continue unida, aos trancos e barrancos.
E por último, Papai Noel, eu peço que 2011 seja ainda melhor que 2010!”
Estava pensando, ganhei tudo que eu quis? Eu acho que deu, sim. Aproveitei cada minuto e segundo das escolas este ano (incluindo quando todo mundo faltava, por justa causa). Alguns amigos deixaram de ser amigos, mas descobri alguns, mais que amigos, irmãos. Eles sim, amizade verdadeira e sincera. A família continuou unida, aos trancos e barrancos, entre mudança de casa, a morte da cachorra e o AVC da mãe. Aquele susto básico, que já tinha um tempo que a família não tinha, pra acordar e tentar botar o pé no chão.
Coisas materiais? Não posso reclamar, ganhei o Harry Potter — A Magia do Cinema que eu tanto tinha pedido, e mais uma bolsa e roupas da irmã, pra passar o ano.
Esse ano, o que eu peço? Tentando lembrar tudo que aconteceu no ano. Tudo que terminou, e tudo que ainda está por começar. Acho que pediria uma conversa com São Pedro. Mandar menos chuvas, menos enchentes, deslizamentos e catástrofes. Pediria um pouco mais de paciência, pra aguentar as intempéries da vida. Até pediria um emprego, mas se fosse pedir um emprego pro Papai Noel o máximo que eu consigo é de embrulhadora de presentes no final do ano, e preciso de algo mais estável. Pra conseguir um emprego, não tenho que pedir pro Papai Noel, tenho que correr atrás.
Mas tenho um último pedido não-material. Não sei se adiantaria muito, pedir pro Papai Noel. Mas não custa tentar. O Senhor sabe o quanto eu sofri com provas de vestibulares esse ano. E mesmo assim, não sei se pediria uma vaga numa das universidades que prestei. Só peço que o Bom Velhinho me ajude a escolher a coisa certa, enquanto ainda não decidi o que fazer.
Mas lógico que eu não ia pedir só isso né Papai Noel? Continua a lista com minha câmera digital, o meu iPod, meu iPhone, meu MacBook, a minha Firebolt e a minha passagem para Orlando, que o Senhor está devendo desde 2009, quando fiz meu primeiro post de Natal (alguém lembra?). Agora, a lista aumentou: tem também mais livros do Harry Potter e um iPad 2, e um tour pelo Brasil, conhecer meus amigos virtuais.
Papai Noel, sério que você achou que teria descanso, nas vésperas do Natal? Fui uma boa menina esse ano, então espero meus presentes. Mande um beijo pras renas, e pros seus ajudantes!
As avós costumam dar sempre os mesmos conselhos. "Ah, meu querido, você não vai levar um casaco?" Aí você não leva um casaco, porque está aquele calor de 47ºC, e de repente o clima muda e você começa a congelar. Se tivesse ouvido a avó, não passava frio. Quem nunca passou por isso?
Alguns dizem que se conselho fosse bom, não era dado, era vendido. Se fosse assim, todos os meus amigos iam ficar ricos. Tantos conselhos, que eu teria que pagar horrores a eles. Não só amigos, mas pais, tios, todo mundo vez ou outra já me deu um conselho que desse pra aproveitar.
Nos últimos dias contei com conselhos de pessoas muito inteligentes. Professores novos sempre dão um ar novo pra respirar. É, professores novos, não parei de estudar, uma semana no cursinho pra revisar matérias. Chegar no cursinho bem na última semana, às vésperas da UNESP. É estranho.
Na sala do cursinho, todo mundo tenta mais de uma faculdade pública. USP, UNESP, UNIFESP, UFRJ, ITA. Entrar na última semana, depois de ter acabado tudo, é sentir uma grande pressão. Aí é que entram os professores. Reconhecem uma cara nova, ainda mais quando ela senta na primeira carteira. Tentar manter a calma, faltando poucos dias pra segunda fase da UNESP, não é fácil. São só sete por vaga (e sinta a leve ironia), com questões abertas, sabendo que só os 350 melhores passaram. Isso piorou ainda mais na primeira aula de química orgânica, quando eu percebi que não sei NADA do assunto.
E de repente os professores resolvem imitar as avós! Sabe aqueles conselhos clichês, que a gente teima em não seguir, mas que no final a gente se arrepende de não ter seguido? É bem por aí.
"Não se preocupe tanto na véspera, descanse, durma bem, evite comidas pesadas, mantenha a calma." Manter a calma é praticamente impossível. Dormir, mais ainda. Descansamos, e quanto mais descansamos mais cansados estamos. O MCDonald's parece ainda mais gostoso do que já é.
"Conheça o lugar com antecedência, vá com uma roupa confortável, não tome tanta água que é pra não ter tanta vontade de ir no banheiro, não esqueça de levar nada na hora da prova." Roupa confortável? Qualquer roupa vai incomodar, até seu pijama mais fofinho. Você pode até não tomar água, mas o nervoso vai fazer você ir DEMAIS no banheiro. Aquela coisa, de cinco em cinco minutos. E se você pedir demais pra sair da sala, os fiscais com certeza irão desconfiar. Pra levar na hora da prova é pouca coisa, caneta, borracha, lápis e documentos. Aí você lembra que tem que levar barrinhas de cereal, água, balas, blusa de frio, chocolate, lenços de papel, e no final acaba esquecendo tudo isso, e fica correndo pra pegar.
"Chegue meia hora antes do previsto, mantenha sempre a calma, não se apresse, você tem tempo para fazer a prova." Justo no dia da prova sua mãe tem dor de barriga, seu ônibus atrasa, uma cabrita vai parir no meio da rua, tudo pra você NÃO CHEGAR NO HORÁRIO. Aí ainda pedem pra você manter a calma. Você se esforça para mantê-la, e como não leva relógio, o fiscal avisa que só tem mais meia hora de prova, enquanto você ainda tá na metade da prova. É sempre assim.
É, as provas de segunda fase estão aí. E o que eu posso falar? Tudo o que está estre aspas, que foi os professores falaram pra mim, nos últimos dias. Eu sei que é difícil seguir. Não foi à toa que fiz ligeiros comentários do quanto é difícil fazer o que todo mundo fala pra gente fazer. Mas lembra que sua avó sabe que vai fazer frio, mesmo quando tá calor? Os professores sabem que tudo que eles falaram pra gente fazer é quase impossível. E nós sabemos que tudo que eles falam é pra gente fazer, mesmo que pareça impossível. Na hora da prova, ajuda, e muito.

O último dia de aula sério já foi, mais um vestibular, acabou-se o que era doce. ESTOU DESEMPREGADA, Ó CÉUS, O QUE FAREI DA MINHA VIDA AGORA? *pausa praquele momento dramático*
Tá, mais um vestibular. Fatec. É, pra quem tava achando que ia ser fácil passar, acertar nem metade da prova foi bem tenso. Não vou fazer texto pra falar desse vestibular, sério. Fiquei traumatizada. Outra redação com redes sociais, e todo aquele blablabá das provas de sempre. Não quero discutir isso de novo, ainda tem a segunda fase da Unesp e não quero morrer antes da hora. O texto de hoje vai ser mais emocionantezinho, eu acho.
É, hoje caiu a ficha, de verdade. As aulas terminaram (agora tá explicado porque são meia noite e eu ainda tô no computador né). Sete anos aguentando acordar cedo, de segunda a sexta. Aparecer na escola, em véspera de feriado? Só se tivesse prova. E quantas provas em sete anos! Em quantas a gente colou? (Desculpem, professores!) Mas nem ideia. Impossível contar! Assim como os cartuchos de impressora usados para imprimir os trabalhos (que a gente nunca fazia manuscritos, porque reclamávamos de doer a mão). Sete anos com professores aguentando bagunças e conversas, nas horas mais impróprias (leia-se: meio das provas e explicações).
Sete anos, quanta gente passou. Gente que a gente nem lembra mais. Vendo as fotos da quinta série, nem os professores lembram. Com a ajuda de um e de outro, lembramos pelo menos o nome de todo mundo.
Sete anos, e porque será que a gente esquece tão rápido? Parece que foi ontem, mas parece que faz tanto tempo... Einstein explica, com a teoria da relatividade do tempo. Quando você se diverte, o tempo passa mais rápido. Quando você quer que o tempo passe, ele demora pra passar. Por quê será? Tempo, és um dos deuses mais lindos e misteriosos. As aulas de educação física passam voando, as de prova (que a gente sempre acabava antes), demoram pra passar. É sempre assim. Ou foi né, agora sem aulas vagas pra gente jogar truco :/
Agora sobram só lembranças (boas e ruins) de tudo que aconteceu em sete anos. Se alguma coisa deixa uma marca, não é porque ela foi boa ou ruim. É porque ela foi inesquecível. E em sete anos, sobram sete mil marcas. Setenta mil momentos inesquecíveis.
A primeira. O medo. TCC. Lembram que eu falei dele alguns posts atrás? Era ele o culpado pelos meus sumiços, pelas dores de cabeça, pelos posts atrasados. Era ele. E acabou. Fim. The end. Apresentei. Que frio na barriga, que dor no coração, que nervoso, que tudo. Do inferno ao céu, em quinze minutos. Foi bom saber que tudo acabou. Foi nervoso, oito pessoas me olhando e vendo como eu ia apresentar, tudo que eu tinha feito, como ia me sair. Foi complicado.
A última. Última semana convivendo com eles. Última semana de aulas. Sabem como é difícil né? Choro, saudade, mais choro.. :/ é ruim saber que não vou mais ter eles todo dia. Dói saber que vou ter que deixar eles pra trás assim, de repente. Mas foi como um amigo disse, pra você seguir em frente, sempre tem que deixar alguma coisa pra trás. E quem disse que vou deixar pra trás? Como se eu fosse deixá-los em paz. Mesmo sem se ver todos os dias, não vou deixá-los me esquecer. Nunca.
Arrumações. Voltar a postar \o/ férias né gente, se eu não postar é por pura preguiça, desculpa pra não postar não tem mais! Acabar de ver as coisas da formatura. Cabelo, maquiagem, essas coisas ae. Arrumar a formatação do TCC, que tava bastante errada (falta de atenção foi grande!), e só comemorar.
É, gente, tá acabando!

Disse que voltaria a escrever quando aprendesse. Pois é, não aprendi. Tenho certa dificuldade em aprender as coisas, assim como tenho dificuldade em manter relacionamentos. Nunca consegui manter relacionamentos por muito tempo. Meu único namoro durou um mês e algumas semanas, e foi o relacionamento mais longo que eu tive, MAS OPA PERAÍ! Ledo engano quem achou que foi o meu único relacionamento (calma, pai!).
Um relacionamento sempre tem amor e ódio. Amor nos textos fofinhos, ódio nas demoras pra postar (culpa dos trabalhos), e quando posto de novo amor de novo, e quando demoro pra postar ódio outra vez.. Relacionamento que passou por fases conturbadas, o começo (caminhando com as pernas bambas), o amadurecimento com os primeiros textos, opa, chegou o Natal, hora de dar presentes! Dei um e recebi vários.. Ano novo, será que o relacionamento sobrevive a um ano tempestuoso? Sobreviveu. Juntos falando de modas, de filmes, de funks (lembram o Colheita Feliz?! — Pra tudo sempre tem um funk), terremotos, enchentes, celebridades, a dengue da irmã, carnaval, volta as aulas, Oscar. Hey, apple! What?, modernidade, aniversários dos famosos, redes sociais. Meus dramas com hospitais e médicos, e juntos sempre, eu contei com a maior ajuda que já tive. Meu primeiro jogo de futebol num estádio! Minhas primeiras entrevistas, futebol, fobias. Meu aniversário (Eu tinha dezesseis anos, mas acabava de nascer)! Festa do Quitute, dia do amigo, o Darth Vader ladrão, meu sonho de consumo, meus bebês fofinhos *-* Dia dos pais, e a mãe com ciúmes porque eu nunca fiz nada sobre dia das mães :X Minha primeira explicação sobre sumiços (Adptações, mudanças e cores), o que viria a ser a primeira de muitas.. Eleições, minha cidade, show do Capital Inicial.
Epa, um ano! Quem lembra? (Um blog, um vlog e um ano) primeira vez que muitos ouviram minha voz, primeiro vídeo gravado, e aquela coisa ruim de "EU FALO MUITO RÁPIDO E NINGUÉM ENTENDEU NADA!", mas foi o melhor jeito de comemorar um ano, que eu achei que nunca chegaria, mas que passou mais rápido do que eu percebi. Um ano dum relacionamento muito especial, muito carinhoso, de verdade.
Show do Titãs, Rio de Janeiro, FÉRIAS! Mais futebol, mais amizade, outro Natal. Ano novo, retrospectiva, Big Brother, música. Meu futuro, Campus Party, a escola, Lista de indicações (que hoje praticamente dobrou de tamanho né), amigos novos, mais carnaval, tragédias do outro lado do mundo, meu primeiro emprego. Meus irmãos, meu estilo, carnificina, bipolaridade. Mais futebol! A mudança de casa, incluindo o drama da discada. Meu pedido de casamento, meus dezessete! Mais férias \o/ Overdose de Harry Potter, outro dia do amigo, MAIS FEÉRIAS! O dia em que eu morri do coração, JONNY KEN COMEÇOU A ME SEGUIR *-* Pôneis malditos, pôneis malditos, lalalala, dias sem postar e mais explicações. Mais redes sociais, agora para você sair delas. Setembrite, perdas de famosos, e a perda do dom.
Sabe o que é mais legal? Dois anos se passaram, mas parece que foi ontem que tudo começou. Parece que foi ontem que vocês começaram a me aguentar, a ler todas as baboseiras que eu escrevo, dando risada e chorando com tudo que eu rio e choro. Meu maior relacionamento? Com vocês. Dois anos já. Dois anos de ódio, revolta (e eu quase um mês sem postar!), mas dois anos de muito amor. Sim, eu amo o CTRL+T. Mas, muito mais que isso, eu amo vocês, que leram, acompanharam, e ficaram comigo por tanto tempo. Sem vocês, não teria CTRL+T. Sem vocês, eu não seria eu. Obrigada, meus amores <3
Dizem que algumas coisas não se desaprendem. Não é o meu caso. Sabe quando você sente que tá desaprendendo algo? Então, senti isso nos últimos dias, e depois do Enem senti ainda mais.
Blogueiro e jornalista são profissões engraçadas. Nelas, vale muito mais o reconhecimento do que o dinheiro em si. Fique acordado por madrugadas, esperando AQUELA oportunidade, faça AQUELE furo, e quem sabe alguém te reconhecerá, é o que disse uma amiga minha (jornalista já reconhecida). Dinheiro, para um bom jornalista, é segundo plano. Passar perrengue é detalhe, o que importa é ser um jornalista famoso.
Tantos blogueiros quanto jornalistas não precisam de faculdade. Não é o diploma que faz o jornalista. Os textos e notícias são feitos com vivência de mundo. Quanto mais você convive com as pessoas, mais assuntos, mais conhecimento, e melhores textos.
Achei o meu problema. Mundo? Ultimamente se resume em um notebook (às vezes sem internet), e livros de marketing. Mundo? Meu Trabalho de Conclusão de Curso. O tal do TCC. Consumindo mais tempo e mais inspiração do que eu imaginei. Como dizem meus professores-orientadores (Oi Adauto, oi Frederico!), se fosse fácil não teria graça. Vida social? Só os almoços de família.
Acho que taí meu problema. Como vou falar do mundo, se ultimamente estou tão egoísta? Tentar falar do mundo só resulta em pensar nos meus problemas, nas minhas preocupações, no meu TCC. Como é que eu vou falar do mundo, se o meu mundo se resume a mim?
É, acho que estou perdendo o dom de escrever. Quem sabe quando vou conseguir aprender a escrever de novo? Taí. Boa pergunta. Juro que respondo em outro texto, quando conseguir aprender tudo de novo.